As Peripécias de Albertine Henslie – Parte IX

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Abri os olhos e vi Seun ajoelhado ao meu lado, passando um pano úmido em minha testa.

Tentei levantar e senti uma dor terrível nas costas, o que retardou a minha iniciativa.

– Ei, calma! Você precisa descansar. Estamos em um lugar seguro agora! – Disse ele, enquanto trazia uma moringa com água. Então com uma das mãos apoiou minha cabeça para que eu fosse bebendo a água.

De repente me veio a memória da queda dos gaviões, minha mãe sendo atingida. Afastei Seun, cuspi a água e tentei novamente levantar debilmente.

– Minha mãe! Preciso ir atrás dela… – Eu gritei!

Ele me segurou e disse:

– Calma, Albertine! Eu não consegui encontrar sua mãe. Quando cheguei, ela já não estava mais! Só consegui resgatar você, mas você precisa descansar, aqui é seguro para passarmos a noite.

Não conseguia se quer ter noção de onde estávamos, mas parecia uma cabana, ou algo semelhante. Eu estava deitada sobre uma esteira e provavelmente, aquele agasalho emprovisando um travesseiro sob minha cabeça era de Seun.

– Ei, por que você se importa tanto? Digo, você mal me conhece, sabe… Eu posso ser uma pessoa ruim, posso ser a vilã dessa história, entende? – Perguntei a ele.

Ele sentou, cruzando as pernas ao meu lado e sorriu. Olhou gentilmente para mim e disse:

– Eu fui escolhido para te proteger e é isso que eu faço. Você não é uma pessoa ruim. Eu já vi pessoas ruins! Antes de conhecer sua família, a cidade em que nasci, possui um governador terrível. É ele o causador de toda essa destruição e perseguição. Com seu exército cruel ele vem dominando reino após reino e escravizando as pessoas através de seus próprios erros. Você não é nem de longe como ele.

– Existe um rei malvado? Um rei malvado como estes das histórias? Chega ser engraçado! Desculpe… – Respondi em um tom de deboche. – Mas você não me protege então só porque foi escolhido.

– Não! – Ele respondeu firmemente. – Te protejo porque acredito em você.

– Eu por acaso tenho algo a ver com a solução misteriosa para derrotar esse cara malvado?

– Ah, isso só você sabe!

– Só eu sei, como assim?

Seun riu e estendeu uma esteira em outro canto do lugar onde estávamos e disse:

– Melhor dormirmos!

– Por que é que ninguém me conta nada? Gente, que suspense ridículo!

– Boa noite, Albertine! – Assim ele apagou a lamparina que clareava o local.

Logo me perdi com tantos pensamentos e acabei por dormir.

Por Tauany Farias

Coisa e Tau e Tau e Coisa

Não leu a oitava parte? Então acesse: As peripécias de Albertine Henslie VIII

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