As Peripécias de Albertine Henslie – Parte XIX

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– Seun, acorde! Vamos, levante!

Ele somente se virou para o outro lado, ignorando meu pedido completamente.

– Se não quiser que eu conte ao meu pai que você fica dormindo enquanto deveria estar realizando sua função de tutor, bom… melhor se levantar.

Rapidamente ele se sentou, virou para mim com um sorriso mal humorado e disse:

– Ok! O que a Srta. precisa?

– Nossa! Quanta formalidade… Enfim, minha mãe não quer me matar. Tenho quase certeza que ela não contava com aquela emboscada. Talvez seus planos sejam outros e ela realmente só queira me proteger.

– Certo, como você chegou a esta conclusão? Não viu como ela protegeu Dimitri, que estava pronto a nos matar?

– Claro que ela o protegeu, são irmãos! Ela não gostaria de ver o irmão morto pela sobrinha. Enfim, não sinto hostilidade e nem sinto ameaça por parte dela. Sinto que existe algo que ela esconde, sinto que há algo ruim fazendo parte dela, mas sua intenção não é de nos ferir.

– Então, por que estão atrás de você?

– Não penso que seja de mim, penso que seja de nós… Eu, você, meu pai, meus irmãos… Mas minha mãe, ela não tem nada a ver com isso. Talvez esteja até se arriscando pela gente.

– Como você pensou nisso tudo? Imagina o motivo pelo qual estariam atrás da gente?

– Não sei, fiquei pensando enquanto você roncava. Olha que foi difícil me concentrar… Mas, sei que talvez tenham medo de nós, somos uma ameaça pra eles.

– É…- Seun lançou um olhar distante tornou a falar. – Talvez tenham medo de nós juntos.

– Nós? – Arqueei as sobrancelhas. – Quando você fala em nós, se refere em estarmos juntos lutando pela mesma causa, certo?

– Sim, Albertine. Ah… Tanto faz! – Ele deu de ombros.

– Tanto faz, como assim? Se não juntos lutando por isso, ou pela aliança que meu pai estabeleceu com os seus, pelo que mais? – Neste momento comecei a ficar um tanto inquieta com Seun.

– Olha, Albertine, nada demais… Tudo que quero dizer é que nunca vi ninguém com suas habilidades neste reino. Você consegue pressentir o perigo, tem uma percepção excepcional, como sua mãe. Não havia visto ninguém tão veloz quanto seu pai até sua chegada. – Notei que ele não saberia se explicar, ou talvez não quisesse e somente acompanhei o rumo da conversa.

– Mas não sou tão rápida, você me alcançou!

– Você não se concentrou, se quisesse, teria sido mais rápida que eu. Só me aproveitei da sua ignorância quanto a isto.

– Então, tudo que tenho de fazer é me concentrar?

– Basicamente! – Ele sorriu de lado. – Sabe, a Srta. herdou o melhor dos dois reinos, só espero que o pior também não.

De repente um calafrio percorreu toda minha espinha. Levantei instintivamente e corri para dentro do castelo. Fui até a cozinha, onde minha mãe mantinha refém Ama Dee, empunhando uma adaga contra seu pescoço.

Por Tauany Farias

Coisa e Tau e Tau e Coisa

Não leu a parte anterior? Então acesse: As peripécias de Albertine Henslie XVIII

 

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