As Peripécias de Albertine Henslie – Parte XXI

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Enquanto via tudo se desintegrar ao meu redor, eu estava em um estado um tanto inerte. Não consegui se quer me desesperar e, quando me dei conta, estávamos eu e minha mãe no topo de uma montanha.

– Vê aquelas montanhas ao norte? Ali é Cariat. Ao leste, você pode enxergar as muralhas de Bet-Sur.

– Certo, mas onde estamos?

– Aqui é o Monte Azrat. Precisa de um local onde ninguém pudesse nos encontrar pra termos está conversa.

– E você acha mesmo que alguém nos seguiria, depois de você ter destruído todo castelo?

– Não, Albertine! Nada está destruído. É só o efeito da transição, uma hora você se acostuma. Quem sabe um dia consiga fazer isso.

– Não, obrigada! Fiquei meia tonta.

Lia sorriu e disse:

– Compreendo. Mas vamos ao que realmente importa… Perdão, por todo mal que lhe causei, de coração. Você é muito diferente de mim, você é mais parecida com seu pai. Não tenho esse espírito de guerreira. Posso ter algumas habilidades, mas lutar, nunca fiz isso. Sempre coloquei outros para lutarem por mim.

– Por isso você mesma não me matou?

– Nunca quis te matar, Albertine. Muito pelo contrário, queria te levar para longe de Gedor, que pretende te capturar, não matar.

– Capturar?

– Exatamente, você tem habilidades de duas famílias nobres correndo em seu sangue, tudo o que ele quer é dominá-las através de você e conquistar todos os reinos deste mundo. A única coisa que eu pretendia, era trazer você até seu pai, para convencê-lo de te enviar de volta para Terra.

– Então, você queria me proteger? Mas, porque Seun tentou te afastar de mim?

– Porque ele se preocupa com você e, quando fomos atacados, ele pensou que eu estava sob ordens de Gedor. Ele já não me domina mais há tempos, Albertine.

– Então por que você não volta para Bet-Sur com meu pai?

– Somos diferentes, Albertine. Feri a seu pai mais do que qualquer um! Eu não acreditei nele, neste reino não há mais espaço para mim.

– Claro que existe!

– Escute-me, filha! Volte para onde estava, ou Gedor virá atrás de você!

– Não vou voltar! Vamos juntas até Gedor, vou enfrentá-lo!

– Albertine, você é uma criança! Não pense que pode enfrentá-lo porque tem alguma habilidade! Agora falo como sua mãe, você não irá é uma ordem!

– Cansei de fugir! Cansei de me esconder! Cansei de gente me protegendo, escondendo segredos, cansei de enigmas, de não saber de nada! Eu vou!

– Não, nunca permitirei! Muito menos seu pai!

– Ah, é!? Então, leve-me de volta! Quero falar com ele!

– Como quiser!

Lia me puxou e se lançou comigo do penhasco e, novamente, tudo começou a se dissolver.

Por Tauany Farias

Coisa e Tau e Tau e Coisa

Não leu a parte anterior? Então acesse: As peripécias de Albertine Henslie XX

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