As Peripécias de Albertine Henslie – Parte XXII

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– Seun, preciso de sua ajuda!

– Do que você precisa, Albertine?

– Preciso de uma arma… Espada, lança, faca… Alguma coisa!

– Pra que?

– Preciso deter Gedor!

Seun me olhou alguns segundo perplexo e confuso, depois começou a rir.

– Muito boa, Albertine! Você é mesmo engraçada!

– Eu falo sério! Por favor, empreste-me alguma de suas arma.

– Mas é claro que não!

Percebi que ele não ajudaria com isso, então eu me concentrei, respirei fundo, pois lembrava que ele levava consigo uma adaga, que ficava presa ao cinto em suas costas. Rapidamente eu me movi e consegui pegar a adaga.

Seun se virou, veio para cima de mim tentando pegá-la de volta.

– Você perdeu o juízo? Devolve-me isso, Albertine! Você não pode derretor, Gedor! Não seja tola!

Esquivei-me de Seun, ouvi no Saguão as vozes dos meus pais que discutiam, corri para ouvir o que diziam e acabei encontrando meu pai que vinha atrás de mim pelo corredores gritando:

– Você perdeu o juízo, menina! Está pensando que isso aqui é uma brincadeira? Nunca permitirei que você vá enfrentá-lo!

– Eu só quero acabar com isso de uma vez…

– Não percebe que pode piorar as coisas? Não diga nenhuma palavra mais, Albertine!

Foi então que um estrondo ensurdecedor preencheu o ambiente,  ferindo nossos ouvidos, meus irmãos vieram correndo gritando por meu pai e se agarrando a ele. Ouvimos o soar do sinos que serviam de alarme às muralhas. As ferraduras dos cavalos se multiplicavam do lado de fora e saímos depressa do castelo.

Haviam soldados por todos os lados, avançando em direção as muralhas. As pessoas se refugiavam em suas casas, até que avistamos o general do exército vindo em nossa direção, ferido, sujo, com suas roupas rasgadas e, ofegante, ele disse a meu pai:

– Meu Senhor, Gedor… Gedor está atacando nossas muralhas!

Por Tauany Farias

Coisa e Tau e Tau e Coisa

Não leu a parte anterior? Então acesse: As peripécias de Albertine Henslie XXI

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Uma opinião sobre “As Peripécias de Albertine Henslie – Parte XXII

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