Falar é fácil e o resto é simples também…

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Talvez você estivesse esperando alguma ‘estorinha’ para hoje, mas não é bem isto que vai encontrar.
Nestes intervalos entre os contos, vá se preparando, estarei fazendo um post aleatório neste espaço que a Mari gentilmente cedeu a mim.

Sem mais delongas, vamos lá!

A vida é simples. A intimidade é simples. O desconhecido, o superficial é o que condiciona atitudes complexas.
Amar é simples, ser feliz é simples.

Um dos conceitos unanimemente mais aceitos sobre o processo do conhecimento humano é de que a simplicidade em uma explicação é uma vantagem, ou seja, não somos seres altamente complexos como claramente temos nos adaptado e insistido em ser. Outro dia li que Einsten costumava dizer que a crença na simplicidade era o que os céticos cientistas tinham de mais semelhante com a fé religiosa.

Quantos subterfúgios, quantos ornamentos, quantos labirintos formados em nossas redes de relacionamento, o quão superficiais nos tornamos para impressionar, e é justamente por isso que o preconceito, muito bem colocado como ‘pré’, é somente um olhar, o viés que não temos coragem de admitir em nós mesmos. Uma visão desajustada, uma imagem vazia, rasa. Fundamentamos nosso conhecimento, nossa crença, nossa perspectiva nisso. Gostamos de constantemente erguer nossos baralhos de cartas, que muitas vezes, antes mesmo de tombados por um descuido, por uma brisa qualquer, nem chegamos a completá-los.

Lá estamos nós, no fim da vida, nos perguntando o porque de tantos esboços, de tantos rabiscos, sentados em uma varanda qualquer, arrependidos pelas palavras não ditas, pelos amigos perdidos, pelos abraços desperdiçados, pelas histórias não ouvidas, pela vida que já desponta em desfecho. As relações virtuais já não são capazes de estender uma mão para auxiliar a nossa débil tentativa de nos levantarmos sozinhos. Lá estamos nós, relembrando os dias que passamos, desprovidos de toda simplicidade que a natureza, o mundo, a família, a frequentação, os amigos, a boa comida, os bons feriados, os dias de sol, os dias de chuva, poderiam nos proporcionar se a gente simplesmente pudesse ter aproveitado, se a gente simplesmente não tivesse tanto receio de ser, de viver, de amar.

Por Tau Farias.

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