Conto: Ana e Marco – Parte I

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Essa é só mais uma daquelas histórias que a gente escuta por ai, sobre casais que se encontram, se apaixonam e nos inspiram.

Ana, uma garota peculiar, extraordinária a sua maneira, como qualquer outra garota sonhadora e secretamente romântica, não melosa, romântica. Estimava por demais sua família. Conhecia muita gente, mas sabia que os amigos verdadeiros eram poucos.

Marco era um rapaz extremamente tranquilo e atencioso. Muito apegado ao irmão e mãe. Assim como Ana, apreciava muito sua família. Demonstrava preocupação e interesse pelos problemas dos amigos. Era bastante procurado para aconselhamentos e afins, era quase um terapeuta. Excelente ouvinte.

Essa é a história de como os dois se conheceram.

Ana, como sempre, espevitada, serelepe e alegre entre amigos. Falante e, para Marco, encantadora a princípio. Sim, Ana era bonita e acredite, nunca se achou bonita assim, era modesta, apesar de chamar atenção dos rapazes.

Foi entre amigos que os dois se acharam, e  Ana não dava a mínima para Marco, por isso a parte mais interessante da história é como o amor surgiu entre eles.

Obviamente, Marco logo de início viu em Ana tudo o que ele gostaria de ter em alguém. Era difícil negar isto, principalmente pela forma como ele a olhava, quase em transe hipnótica, tentando disfarçar o que não podia se esconder.
Marco até que era um cara bonito, embora tivesse aquele cabelo desengrenhado de propósito (ou por ingenuidade, vai saber), muito mal penteado, que não colaborava com a primeira impressão, ou incentivava a curiosidade de qualquer garota acerca dele.

Você pode pensar que é clichê. Por que sempre o cara que se apaixona primeiro por uma garota que o esnoba e nem demonstra interesse por ele?

A verdade é que não foi por beleza que Marco se encantou por Ana. Foi pelo que descobriu sobre ela. Na verdade, se fosse simplesmente pela aparência, ele não teria se aproximado dela. Ele não faz o tipo superficial. Sabia o que realmente merecia sua atenção.

Entre toda aquela gente que falava e ria, entre toda aquela bagunça gostosa que há entre amigos reunidos, Marco encontrou uma oportunidade de falar com Ana.

Ana não despreza uma boa conversa, no entanto, ela sentiu um tanto de aversão quando Marco se aproximou. Não a julgue por isso também, mas seu pensamento foi ‘lá vem mais um nerd‘. Ana atraia nerds, afinal, ela disparava em tagarelar constantemente sobre assuntos que os interessam.

Então, Ana teve uma grande surpresa, Marco era gentil e incrivelmente divertido, fatores que a fizeram conversar com ele praticamente a noite toda.
Marco saiu cheio de esperanças de revê-la, cheio de pensamentos românticos, que ele tentava conter e sim, de que Ana tivesse se interessado por ele de alguma forma.
Ah, pobre Marco. Ainda não foi dessa vez. Na verdade Ana era muito mais complicada do que ele podia imaginar. Cheia de dilemas amorosos e se deixava levar um pouco pela aparência nesse aspecto.
Marco ingênuo pelo sentimento, resolveu que iria conquistá-la. Os dois se falavam praticamente todos os dias. Ana feliz por encontrar um amigo sincero, Marco feliz por pensar encontrar muito mais do que uma amiga.
Eles pensavam semelhante, compartilhavam praticamente os mesmos gostos, não tudo, mas na maioria das coisas eles eram parecidíssimos.
Até que Ana se apaixonou. Não, não foi pelo Marco. Ele ainda usava aquele corte de cabelo, sabe? Não era ruim assim. Na verdade era até charmoso, ou não, enfim, Ana não gostava muito, mas nunca viu Marco com olhos além da amizade.
Ela se apaixonou e começou a namorar. Isso partiu o coração de Marco, que há algum tempo já não sabia como coisas assim machucavam.
Agora, o que ele podia fazer? Ele nunca teve coragem de se declarar. Tinha o mesmo medo de Ana, medo de rejeição e irreciprocidade. Por isso, preferiu não arriscar e levar consigo simplesmente o melhor que pode ter com ela, uma relação de amigos.

Ele decidiu se afastar. Machucava vê-la com outro, embora ele não tenha conseguido se afastar totalmente, pois ela o procurava constantemente, mas o sentimento de Marco foi se tornando ameno, até conseguir equilibrá-lo no mesmo patamar. Pelo menos foi no que ele acreditava.

[Continua]

Por Tauany Farias

Coisa e Tau e Tau e Coisa

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