Ana e Marco – Parte IV

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-Tudo vai ficar bem, eu prometo!

Era tudo o que Marco conseguia dizer a Ana enquanto a consolava em seu abraço.

-Por que eu não consigo deixar de gostar dele? Eu… Eu… Já me cansei de tudo isso!

Foi então que Marco percebeu que não era mais do que um amigo. Ele já sabia, mas nessa hora foi como se ele tivesse um lapso de lucidez, pois percebeu o quanto se importava com ela, o quanto a queria, mas haveria nada além do que já tinham.

-Ana, um dia você vai conhecer alguém que vai te fazer esquecer todas as suas frustrações amorosas. Um cara que não vai te desapontar e vai ser tão bom com você, que toda vez que se lembrar dele você vai sorrir. Alguém que se importa de verdade, alguém que vai te amar e isso nunca irá mudar.

Ela ergueu o rosto para Marco em meio as lágrimas, o fitou surpresa pelo ouviu dele. Ele a encarou gentilmente de volta. Afagou seu rosto com delicadeza, beijou sua testa, suspirou em um tom quase que melancólico. Desatou-se dos braços dela e desceu as escadas. Saiu da casa de Ana, foi até seu carro. Abriu a porta e antes de entrar, olhou para a janela do quarto onde ela estava olhando para ele também, sem entender muito bem o clima diferente que preencheu os minutos em que estiveram juntos.

Marco ficou ali alguns segundos e logo abaixou a cabeça e entrou em seu carro.
Ana acompanhou ele se afastar, até que virasse a esquina e ela não o visse mais.
Ele havia esquecido de como a irreciprocidade doía e tomou aquele momento como uma despedida. Passou a se concentrar em outras atividades, para não pensar mais em tudo aquilo.

No dia seguinte, ao chegar ao escritório, entre todos aqueles cumprimentos matinais tão rotineiros, foi para o saguão do prédio esperar o elevador. Marco estava tão entretido em seus pensamentos que não notou quem havia se aproximado.

-Você não se incomoda se pegarmos o mesmo elevador, não é mesmo?

-Ei! Rita!

Ele sorriu.

– Depende! Contanto que não role aquele silêncio constrangedor típico de elevadores…

-Acho difícil. Pelo menos da última vez em que estivemos juntos achei que você nunca pararia de falar!

– Eu?! Mal ouvi minha voz aquele dia! – Marco sorriu e Rita correspondeu.

O elevador parou no andar em que aguardavam e Marco, como um bom cavalheiro, deixou Rita entrar na frente e foi em seguida.

-Então, agora trabalhamos no mesmo andar já que você foi promovida.

-Sim, agora você vai ter que me aguentar todos os dias.

-Ah, isso é realmente desagradável.

-Ei, cuidado comigo! – Rita deu um leve tapa no ombro de Marco enquanto sorriam um para o outro.

-Se você for menos agressiva comigo, talvez possamos almoçar juntos. Que tal?

Marco ficou surpreso consigo mesmo, fazendo convites tão espontaneamente para um almoço, com uma mulher que havia acabado de conhecer. Isso era novidade.

-Ok! Prometo controlar meus impulsos assassinos.

Ambos desceram do elevador sorrindo, como se fossem antigos conhecidos.

-Não esqueça do meu almoço! – Disse Rita enquanto se dirigia à sua mesa.

-Deixa comigo!

Por Tauany Farias

Coisa e Tau e Tau e Coisa

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